Nas mídias tradicionais, às vezes, não é possível colocarmos nosso ponto de vista sobre determinados acontecimentos ou analisar sobre outra perspectiva este ou aquele assunto. Neste espaço, além de informar, vou colocar um olhar mais crítico no que está acontecendo ao nosso redor e, também, saber o que os leitores tem a dizer. Por favor, utilizem este espaço para expressar suas opiniões, dar sugestões e críticas.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Você não está preparado (Motivação)
Nunca diga que não consegue, que não é capaz! Diga: "Eu consigo, eu sou capaz!!!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Editorial
A limpeza continua
Em ao menos cinco edições seguidas a revista Veja tratou,
incisivamente, sobre a operação Lava Jato que está desmantelando a rede de
corrupção dentro da maior empresa do Brasil, a Petrobras. Fez um trabalho com
propriedade, apontou todos os envolvidos, puxando seus passos e funções dentro
e fora da Petrobras, montou gráficos explicativos muito bem elucidados,
destacou emails enviados com os devidos destaques, além de descrever o caso em
si de forma clara.
A cada dia que a operação avança, novos nomes de envolvidos
aparecem e, também, valores desviados aumentam na proporção de bilhões. O
ex-gerente, Pedro Barusco, prometeu devolver nada mais que 100 milhões de
dólares, cerca de R$ 250 milhões. Detalhe, ele era apenas um gerente, imagine quanto
seus superiores devem ter desviado. No mensalão, tudo começou com um vídeo em que Maurício Marinho ,
chefe de um departamento dos Correios, embolsava R$ 3000,00. Já Roberto
Jefferson, delator do mensalão, recebeu R$ 4 milhões dos cofres mensaleiros. Tais
cifras se tornaram insignificantes perto do que já foi descoberto no ‘Petrolão’
e “são dignas de juizado de pequenas causas”, ironizou o ministro do STF,
Gilmar Mendes.
Até a última semana, na sétima fase da operação Lava Jato,
da Polícia Federal, vinte e cinco envolvidos já haviam sido presos, a maioria
grandes executivos da Petrobras. Onze já foram liberados após prestarem
depoimentos, mas estão impedidos de deixar o país. Os nomes daqueles que
continuam encarcerados e suas respectivas empresas e cargos podem ser vistos aqui.
A revista Veja também listou a artilharia de advogados dos
empreiteiros que estão entre os beneficiados do ‘propinoduto’. Todos
(empreiteiros) têm uma desculpa para tentar sair da ‘linha de tiro’, afinal,
dividir um cárcere de 6 m²
entre doze não deve ser muito agradável. Ainda mais para estes figurões que têm
mansões que chegam a bater os R$ 7,5 milhões.
Na época do mensalão dizia-se que o STF (Supremo Tibunal
Federal) nunca havia julgado um caso tão grande com tantos réus. A cena e as
palavras voltam a se repetir: “Nunca houve o julgamento de um caso de tamanha
proporção com tantos réus”. E esse número há de crescer!
A justiça parece estar fazendo seu trabalho, esperamos
que o continue e, realmente, puna todos os acusados, se assim forem
reconhecidos. Estamos acompanhando!
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| A maior empresa do País está às avessas |
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Arte, cultura, história e beleza se encontram
Entre os dias 14
a 16 de novembro, o Espaço Fábrica São Luiz recebeu a 9ª
Mostra de Orquídeas & Cultura. Um evento que, além de mais de 350 espécies
de orquídeas, totalizando 2500 vasos, reunia também insumos, peças artesanais
feitas a barro, pinturas, móveis de madeira e presépios.
De acordo com os organizadores, cerca de mil pessoas
visitavam o local diariamente, tanto para apreciar, quanto para adquirir os produtos expostos. Na 9ª Mostra de Orquídeas & Cultura foi possível se
encantar com as diversas espécies, cores, formatos e perfumes e, também, se
surpreender com algumas histórias.
Na sala de presépios, por exemplo, o que impressionava era a
diversidade de arte em apenas um local. Em um dos cenários, os personagens
presentes no nascimento de Jesus Cristo foram feitos, por incrível que pareça,
a partir de balas (munição). Um soldado liberiano em serviço da Força de Paz da
ONU (Organização das Nações Unidas) utilizou a munição e ‘desenhou’ os santos.
Segundo a família que detém as peças, foi uma forma de amenizar sua consciência
das mortes que causou.
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| Arte feita em munição |
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| Fundo da bala |
Mais fotos
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Editorial
Corrupção nos presídios
Não é de agora que vemos inúmeros casos de negociações entre
facções criminosas dentro e fora dos presídios no país. Líderes de grupos
montam ações, ataques e invasões mesmo estando em penitenciárias de segurança
máxima, discutem com outros presos os detalhes e entram em contato com
‘gerentes’ que estão nas ruas.
Os esquemas parecem crescer cada vez mais e a
complexibilidade dos mesmos seguem o mesmo ritmo. Daí vem a pergunta: Como
conseguem tamanha liberdade de planejar tais ações, conversar com outros presos
e criminosos que estão nas ruas sem serem incomodados? Respostas: Ahh, eles
fazem parte de grandes facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e
outros de igual proporção ou menores, eles têm recursos ou acham brechas para
se comunicarem.
Primeiro. Se estão dentro de um presídio de segurança
máxima, não deveriam ter nenhum acesso a qualquer tipo de comunicação (celular,
rádio, transmissores, TVs, nem mesmo mensagens escritas). Em relação a
conversas com outros presos sobre ataques em geral, a tecnologia de um prédio
desse deve ter câmeras com alta capacidade de gravação, tanto vídeo, quanto
áudio ou só microfones.
Segundo. A corrupção de policiais civis e militares, agentes
penitenciários, administradores, entre outros, dificulta muito esse controle,
sim. Mas então, o que fazer? Uma limpeza geral dentro e fora dos presídios,
investigar e punir, severamente, todos envolvidos. Em seguida melhorar, e
muito, o preparo de cada um, através de cursos, treinamentos e acompanhamento
psicológico constantes, além de dar incentivo financeiro maior – melhores
salários. Nada disso é fácil, nem rápido, muito menos barato, mas é preciso ser
feito com urgência.
A mais recente prova de que facções criminosas ‘mandam’
dentro das penitenciárias do Brasil foi divulgado pelo jornal Folha de São
Paulo de hoje.
Há mais de um ano alertas têm sido feitos ao Ministério Público (MP) sobre
articulações em presídios federais, nos quais estão boa parte da nata
criminosa. O MP ou não tem dado a devida relevância ou foi contagiado pela
morosidade da maioria de nossos órgãos. Desde setembro a situação tem se
agravado de acordo com agentes penitenciários, citando a destruição de uma ala
inteira do presídio federal de Porto Velho (RO). Além do mais, os presos têm
desafiado os agentes com maior freqüência em situações diversas.
É inaceitável que criminosos que roubaram, sequestraram e
mataram continuem comandando, mesmo estando atrás das grades, trazendo
insegurança, medo e prejuízo à população e ao país como um todo. Você que lê
este artigo, talvez se pergunte: Como posso ajudar a mudar? Comece a entender
seus direitos e deveres como cidadão lendo nossa Constituição. Você verá que
tem um poder muito grande, ainda mais quando unido a centenas, milhares ou
milhões. Será uma ajuda ímpar.
domingo, 23 de novembro de 2014
Perfil da Semana - Vereadores Itu
O entrevistado da semana também é natural de Itu, mas nem
sempre viveu aqui. Residiu por um tempo, quando estava na 1ª série, em São José dos Campos, onde
seu pai tinha uma empresa de móveis e ferragens, morou por seis meses na
Inglaterra, quando aprendia a língua inglesa e trabalhava para se manter, além
de passar dois meses em San
Diego para uma especialização.
Quem é nosso entrevistado? É o ‘nômade’ Matheus Costa. Entre
essas idas e vindas ele passou por alguns colégios da cidade, tanto públicos,
quanto privados, como o Objetivo, São Pedro São Paulo, Berreta e Integral.
Resumindo, Matheus fez metade do colegial em escola pública e metade em escola
privada. No ano de 2000 ele entrou na faculdade de direito, trancou em 2003
para ir à Inglaterra e, quando voltou, concluiu. Se tornando bacharel.
Sua primeira residência foi no Condomínio Portella, depois
morou no Condomínio Chácaras Flórida e, em seguida no edifício Margherita, por
fim, voltou à primeira. “Praticamente nasci no Portella e fui um dos primeiros
moradores de lá. Estou lá há quase trinta anos”, lembra Matheus.
NA POLÍTICA
A vida política do atual vereador começou desde cedo, pois o
tema já estava incutido nele. O exemplo a seguir explica bem: “Eu gosto de
citar isso! Eu sempre li muito jornais e revistas. Meus amigos pegavam o jornal
e iam direto para o caderno de esportes, eu não. Sempre fui para o caderno de
política. Na faculdade fiz política estudantil, contribui com o Centro
Acadêmico para representar os alunos na UNE (União Nacional dos Estudantes) em
um dos congressos que houve em 2003” .
E acrescenta, “meu pai já foi vereador e, claro, a gente sofre certa
influência, mas, certamente, eu iria seguir o mesmo caminho”
“Não tem outra forma de mudar uma sociedade se não for através da
política. A única forma de melhorar a educação, saúde, e segurança é pela
política!
É claro que a sociedade civil tem grande importância, tanto que nas
últimas agendas, a população colaborou com a mudança em alguns setores, como na
PEC 37”
Sobre a posição de sua família em relação à sua escolha de
entrar na política, o vereador disse não ter mencionado nada a ninguém. A não
ser quando seu pai deixou o cargo e perguntou ao filho se queria se candidatar.
Nesse momento Matheus, obviamente, disse que sim, mas somente se seu pai
tivesse com a pretensão de sair. E também só seguiria caso fosse apoiado pela
família.
O garoto vidrado na política teve sua primeira chance à
candidatura nas eleições de 2012, na qual foi eleito – 8º mais votado. Desde
então o vereador vem trabalhando bastante, atendendo a população e criando
medidas em prol da cidade. Até hoje foram mais de cinqüenta propostas entre
projetos de lei, indicações e requerimentos. O voto aberto dentro da Câmara foi
uma das sugestões aprovadas do vereador Matheus Costa. “As ações do homem
público tem de ser totalmente pública. Hoje não existe mais voto secreto”.
Todos sabemos como é dia de eleição, aquelas centenas, senão
milhares de ‘santinhos’ espalhados, não sendo possível nem ver o chão. Além da
sujeira em si, que emporcalha nossa cidade, entope os bueiros causando
enchentes, entra nas casas e ficam nas ruas por semanas, os ‘santinhos’ também causam
acidentes. Idosos e crianças já foram vistas caindo por escorregarem. Por isso,
Matheus propôs o fim da panfletagem que multa de forma pesada o candidato que
jogar papel nas ruas.
O projeto de lei foi à votação, mas não houve votos
suficientes para torná-lo lei. “Infelizmente eu perdi nos votos. A maioria dos
vereadores querer que a cidade amanheça emporcalhada. Mas é uma luta que vou
continuar, afinal posso reapresentá-la mais duas ou três vezes. E vou fazê-lo
até conseguir”, diz com veemência.
Quando se tornou vereador, Matheus fazia parte da situação,
ou seja, apoiava a administração do prefeito Tuíze, onde permaneceu por um ano.
Atualmente faz parte da oposição, mas uma oposição responsável, não do “quanto
pior melhor”. Quando determinada ação ou proposta é boa para a população, nós
apoiamos. Quando não é, nós nos opomos.
“Duas
situações que me fez valer a pena foram: levar iluminação a um bairro da zona
rural, o Apotribu, no Terras de Santa Maria e levar médico a uma região totalmente
carente. A cada 15 dias levamos um médico”.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Água de caixas é imprópria para uso
Mais uma notícia nada agradável para os ituanos, cuja maioria já desconfiava, mas agora têm certeza. A água que é disponibilizada aos moradores nas caixas d'água de 20 mil litros distribuídas em diversos pontos da cidade não podem ser consumidas. Esse bem escasso na região tem causado muitos prejuízos à cidade e aos residentes. Entre eles, queda na economia municipal e piora na saúde daqueles que consomem a água.
Não é cabível a administração atual e anteriores deixarem a cidade às avessas, sem estruturas eficientes de reservas e captação de água, ver a situação se agravando ao longo dos anos e não tomar nenhuma atitude, além de fornecer um líquido sem qualquer qualidade de uso, a não ser para lavar o chão. Sinceramente não entendo!
Entendam: Água distribuída em caixas gigantes em Itu é imprópria para consumo
Não é cabível a administração atual e anteriores deixarem a cidade às avessas, sem estruturas eficientes de reservas e captação de água, ver a situação se agravando ao longo dos anos e não tomar nenhuma atitude, além de fornecer um líquido sem qualquer qualidade de uso, a não ser para lavar o chão. Sinceramente não entendo!
Entendam: Água distribuída em caixas gigantes em Itu é imprópria para consumo
Mídia Ninja em Itu
Na semana passada o grupo Mídia Ninja, formado por jornalistas ativistas, esteve em Itu para registrar a situação calamitosa que moradores de todos os bairros têm passado nos últimos nove meses.
Eles percorreram toda a cidade, passaram pelos bairros cuja situação era mais crítica, entraram nas favelas e conversaram com os moradores para captar cada detalhe. Foram quatro dias de muito trabalho e contaram com o apoio de jornalistas, ativistas e da população em si. Pude acompanhar à distância o trabalho e você, leitor, pode ver o resultado aqui.
Vídeo: Calamidade Provada - A crise da água em Itu
OBS: Para assistir ao vídeo é preciso fazer o download. É seguro.
Eles percorreram toda a cidade, passaram pelos bairros cuja situação era mais crítica, entraram nas favelas e conversaram com os moradores para captar cada detalhe. Foram quatro dias de muito trabalho e contaram com o apoio de jornalistas, ativistas e da população em si. Pude acompanhar à distância o trabalho e você, leitor, pode ver o resultado aqui.
Vídeo: Calamidade Provada - A crise da água em Itu
OBS: Para assistir ao vídeo é preciso fazer o download. É seguro.
Racionamento pra quê?
Há mais de anos o país tem enfrentado situações adversas em
relação ao clima. Temperaturas elevadas fora de época, tanto frias, quanto quentes,
chuvas excessivas, também fora da estação característica, mas parece que não
demos a devida importância aos ‘avisos’.
Hectares de plantações foram e estão sendo perdidas por causa
das mudanças climáticas, centenas de residências foram destruídas por
tempestades (chuva e vento) e centenas de vidas também se perderam pelos mesmos
motivos. Agora pergunto: O que mais precisa acontecer para nós, seres humanos,
enxergarmos os efeitos de nossas ações? Quando digo ‘nós’, me incluo, incluo
você, políticos, madeireiros e qualquer outra pessoa que contribui com a
destruição do meio ambiente. Seja derrubando uma árvore, jogando lixo no chão
ou mesmo não fazendo nada.
Um exemplo que se tornou comum para os paulistas é o
racionamento. Desde o início do ano o problema tem se alastrado, aquelas
cidades, que antes enfrentavam o racionamento, agora estão, literalmente, com
falta de água. Em Itu, conhecida como cidade dos exageros, alguns bairros estão
há 45 dias sem receber uma gota de água. As razões são várias, mas a principal
é o longo período de estiagem, que se explica pelo desmatamento da Amazônia.
Sim. A derrubada de árvores no norte, nordeste e centro-oeste do país afeta a
freqüência de chuvas no sudeste.
Como acontece?
As árvores da Amazônia transpiram e liberam vapor de água,
formando nuvens. Essas nuvens são exportadas para o resto da América do Sul.
Elas viajam pelo ar, ladeando a cordilheira dos Andes, até chegar ao sul e sudeste
do Brasil e países como a Argentina, gerando as chuvas. São os chamados ‘rios
voadores’. Os modelos climáticos mostram que, se a destruição da Amazônia
continuar, ela pode chegar a um ponto em que sua capacidade de exportar essas
nuvens seja comprometida, afetando drasticamente a precipitação. A situação se repete
com o desmate da Mata Atlântica. Todas suas nascentes secaram nas áreas
desmatadas. Outro dado triste. Por ano, 26.000 km da Floresta
Amazônica são desmatados e restam apenas 22% do total da Mata Atlântica. Há
alguns anos era possível perceber cada estação de acordo com suas
peculiaridades. Hoje não conseguimos definir.
Voltando a São Paulo
Desde o início da estiagem o governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin, vem dizendo que está tudo sob controle, que nunca houve
racionamento e que a cidade tem um “sistema forte, garantindo água até 2015,
sem racionamento”.
“Não há necessidade, nem é tecnicamente adequado fazer,
porque poderíamos perder mais água e, com o risco do racionamento, as pessoas
poderiam guardar mais água e perder toda a cultura de evitar desperdício”, palavras
do governador antes das eleições, quando alguns bairros da cidade já sentiam a
falta de água. Hoje, ele continua dizendo que não é necessário e não está
havendo cortes, mas moradores sabem e vivem a realidade.
Em conversa com a presidente reeleita Dilma Roussef, na
tarde de ontem no Palácio do Planalto, Alckmin pediu nada mais que R$ 3,5 bilhões
de ajuda para financiar oito obras contra a crise hídrica. Não faz tanto
sentido pedir ajuda se suas afirmações são sempre as de que tudo está sob
controle e que a Sabesp está preparada para manter o abastecimento. Só para não
esquecer as palavras do governador: *“São
Paulo enfrenta esta que é a pior seca dos últimos 84 anos com planejamento, com
obra e com uso racional da água. Não há esse risco (de desaparecimento). Temos
um sistema extremamente forte. As obras para amanhã já estão sendo feitas”.
*Trecho do jornal O Globo
domingo, 9 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Editorial
A palavra é incerteza
Não é novidade que o país passa por dificuldades na
economia, afinal a inflação já ultrapassou o teto da meta, não há crescimento
industrial relevante, cito a produção automotiva que caiu 16% de janeiro a
outubro, além do possível racionamento de energia e da incerteza política.
Fatos que deixam empresários intranquilos e o dólar instável.
O governo atual precisa passar segurança, não só para os
investidores, mas também para indústrias e, claro, à população. Dessa forma vai
estimular o crescimento interno, controlando a inflação. Obviamente que isso
não acontecerá num passe de mágica. Tem de ser muito bem analisado através de
uma equipe governamental rígida, unida, num mesmo foco. Cada integrante tem de
passar confiança interna e externa, criando-se
assim, a sinergia adequada.
A escolha do próximo Ministro da Fazenda, por exemplo, terá
importância ímpar. Três nomes são cotados: Henrique Meirelles (favorito),
ex-presidente do Banco Central, Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, visto
como pró-mercado e Luiz Trabuco, presidente do Bradesco, visto com bons olhos
por Dilma. Destes, confesso não saber qual é o melhor nome. Cada um afeta
positivamente, à sua medida, a política econômica do país. A escolha vai definir o tom do "novo
governo" de Dilma.
Outro ponto que traz preocupações é o da energia. Devido a
estiagem deste ano as usinas térmicas foram utilizadas acima da média, custo
que recairá sobre a conta de luz em 2015. Somado a isso está a possibilidade de
racionamento elétrico caso o nível das hidrelétricas continue caindo. Uma das
ações propostas por especialistas é a criação de um programa de consumo
consciente da energia com direito a bônus, aos moldes do sistema utilizado pela
Sabesp em relação a água.
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