segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Editorial

A limpeza continua


Em ao menos cinco edições seguidas a revista Veja tratou, incisivamente, sobre a operação Lava Jato que está desmantelando a rede de corrupção dentro da maior empresa do Brasil, a Petrobras. Fez um trabalho com propriedade, apontou todos os envolvidos, puxando seus passos e funções dentro e fora da Petrobras, montou gráficos explicativos muito bem elucidados, destacou emails enviados com os devidos destaques, além de descrever o caso em si de forma clara.

A cada dia que a operação avança, novos nomes de envolvidos aparecem e, também, valores desviados aumentam na proporção de bilhões. O ex-gerente, Pedro Barusco, prometeu devolver nada mais que 100 milhões de dólares, cerca de R$ 250 milhões. Detalhe, ele era apenas um gerente, imagine quanto seus superiores devem ter desviado. No mensalão, tudo começou com um vídeo em que Maurício Marinho, chefe de um departamento dos Correios, embolsava R$ 3000,00. Já Roberto Jefferson, delator do mensalão, recebeu R$ 4 milhões dos cofres mensaleiros. Tais cifras se tornaram insignificantes perto do que já foi descoberto no ‘Petrolão’ e “são dignas de juizado de pequenas causas”, ironizou o ministro do STF, Gilmar Mendes.

Até a última semana, na sétima fase da operação Lava Jato, da Polícia Federal, vinte e cinco envolvidos já haviam sido presos, a maioria grandes executivos da Petrobras. Onze já foram liberados após prestarem depoimentos, mas estão impedidos de deixar o país. Os nomes daqueles que continuam encarcerados e suas respectivas empresas e cargos podem ser vistos aqui.

A revista Veja também listou a artilharia de advogados dos empreiteiros que estão entre os beneficiados do ‘propinoduto’. Todos (empreiteiros) têm uma desculpa para tentar sair da ‘linha de tiro’, afinal, dividir um cárcere de 6 m² entre doze não deve ser muito agradável. Ainda mais para estes figurões que têm mansões que chegam a bater os R$ 7,5 milhões.

Na época do mensalão dizia-se que o STF (Supremo Tibunal Federal) nunca havia julgado um caso tão grande com tantos réus. A cena e as palavras voltam a se repetir: “Nunca houve o julgamento de um caso de tamanha proporção com tantos réus”. E esse número há de crescer!

A justiça parece estar fazendo seu trabalho, esperamos que o continue e, realmente, puna todos os acusados, se assim forem reconhecidos. Estamos acompanhando!

A maior empresa do País está às avessas