Nas mídias tradicionais, às vezes, não é possível colocarmos nosso ponto de vista sobre determinados acontecimentos ou analisar sobre outra perspectiva este ou aquele assunto. Neste espaço, além de informar, vou colocar um olhar mais crítico no que está acontecendo ao nosso redor e, também, saber o que os leitores tem a dizer. Por favor, utilizem este espaço para expressar suas opiniões, dar sugestões e críticas.
domingo, 9 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Editorial
A palavra é incerteza
Não é novidade que o país passa por dificuldades na
economia, afinal a inflação já ultrapassou o teto da meta, não há crescimento
industrial relevante, cito a produção automotiva que caiu 16% de janeiro a
outubro, além do possível racionamento de energia e da incerteza política.
Fatos que deixam empresários intranquilos e o dólar instável.
O governo atual precisa passar segurança, não só para os
investidores, mas também para indústrias e, claro, à população. Dessa forma vai
estimular o crescimento interno, controlando a inflação. Obviamente que isso
não acontecerá num passe de mágica. Tem de ser muito bem analisado através de
uma equipe governamental rígida, unida, num mesmo foco. Cada integrante tem de
passar confiança interna e externa, criando-se
assim, a sinergia adequada.
A escolha do próximo Ministro da Fazenda, por exemplo, terá
importância ímpar. Três nomes são cotados: Henrique Meirelles (favorito),
ex-presidente do Banco Central, Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, visto
como pró-mercado e Luiz Trabuco, presidente do Bradesco, visto com bons olhos
por Dilma. Destes, confesso não saber qual é o melhor nome. Cada um afeta
positivamente, à sua medida, a política econômica do país. A escolha vai definir o tom do "novo
governo" de Dilma.
Outro ponto que traz preocupações é o da energia. Devido a
estiagem deste ano as usinas térmicas foram utilizadas acima da média, custo
que recairá sobre a conta de luz em 2015. Somado a isso está a possibilidade de
racionamento elétrico caso o nível das hidrelétricas continue caindo. Uma das
ações propostas por especialistas é a criação de um programa de consumo
consciente da energia com direito a bônus, aos moldes do sistema utilizado pela
Sabesp em relação a água.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Perfil Semanal - Vereadores de Itu
Nascido à rua Santa Rita, em 1944, Olavo Volpato é mais um
ituano que tem seu espaço reservado dentro da Câmara Municipal. Hoje, aos 70
anos, Olavo tem uma história rica na cidade.
Sua infância e adolescência estão ‘registradas’ na Vila
Cleto, fundada pelo seu avô, onde viveu até se casar. Seus estudos começaram no
Colégio do Patrocínio, mas pararam no 2º ano, afinal o colégio era para
mulheres e os homens podiam ficar somente até o segundo ano. De lá, foi para o
Cesário Mota, onde concluiu o primeiro grau, mas antes reprovou a 4ª série. O
segundo grau se deu no Instituto de Educação Regente Feijó aos 18 anos, pois
Olavo precisava trabalhar. Ele é graduado em Ciências Contábeis
e Administração de Empresas, voltado para Recursos Humanos (segmento no qual é
pós-graduado). Pela Faculdade de Direito de Itu (FADITU) se tornou bacharel em
direito, mas não exerce por conveniência.
Volpato foi um líder estudantil, que se comprovou na
formatura de 4ª série, cujo nome da turma levou seu nome, devido a organização
realizada. “Fui um líder mais pela minha idade do que por outros motivos”, diz
humildemente. À época, ele tinha dezoito anos, enquanto seus colegas tinham quatorze.
Por causa dessa liderança, o jovem despertou o interesse do candidato a
prefeito, Galileu Bicudo, que o convidou para ser vereador. Ferdinando de
Marco, presidente do Clube dos Comerciários, deu um empurrãzinho dizendo que
Olavo era um jovem promissor. Naquele tempo era difícil conseguir vaga para
vereador, pois era o dobro do número de cadeiras que cada legenda tinha, havia
três, segundo Volpato. Galileu só podia indicar dez vereadores e sete já
ocupavam as cadeiras. “Ele escolheu a mim e mais um, Lázaro Piunti. Nós
começamos juntos na política. Isso em 1969” .
Ao ser questionado sobre qual foi a sensação de ser
convidado, diretamente, pelo candidato, a fazer parte de sua equipe, nosso
entrevistado chega a se emocionar: “Eu gostei, pois ele (Galileu) era um líder
popular e eu um garoto pobre, que não tinha recurso nenhum, porém me
destacava”, lembra.
POLÍTICA
Antes
A política na década de 60 era bem diferente da atual.
Obviamente não havia tamanha tecnologia, os votos eram conquistados de porta em porta. Foi assim que
Olavo foi eleito vereador, se apresentando às pessoas, expondo suas ideias e
propostas.
Em 1969, por infortúnios políticos, Olavo Volpato se tornou
prefeito por dois anos. Os motivos se misturam entre cassação, intervenção e,
infelizmente, morte. No período em que estava prefeito, ele diz ter recebido
bastante apoio da população. “Fiz uma administração séria, voltada para a
educação e adquiri a confiança do povo”, afirma. Ao fim do mandato, quem
assumiu foi seu colega Piunti. Porém, quatro anos depois, o jovem que havia
coordenado a cidade aos 26 anos, voltou. E o fez com o dobro de votos de seu
antecessor.
Agora
Em relação à mudança de horário das sessões, o vereador é
contrário. Ele afirma que o importante é estimular a população a ir à Câmara.
“Um horário pode ser bom para este e ruim para aquele, cada um vai defender seu
interesse”.
Em relação sobre o que mudaria na Câmara, Olavo pontua: “A
casa precisa ser modernizada, entrar na era da informática para disponibilizar
a população tudo o que se passa. Os vereadores têm que pesquisar mais os
assuntos da cidade e acompanhar as legislações.
Logo acima, o vereador disse que é preciso atrair a
população às sessões. Perguntei como isso seria feito: “É difícil dizer, pois
as pessoas vêm quando tem um tema de seu interesse e não é um bolo, uma
barraquinha ou uma cerveja que vai atrair. Acho que estamos precisando
descobrir o que o povo quer. Mas acho que hoje, com a informática, as pessoas
vão ficar em casa. Elas
nem estão indo trabalhar mais, fazem o serviço a partir de suas casas”.
Olavo Volpato, além de vereador, é gerente administrativo da Porcher do Brasil, localizada à Avenida Caetano Ruggieri, 4153. Caso o leitor(a) queira falar com o Olavo (vereador) ou Olavo (da Porcher), pode utilizar esses meios: vereadorolavovolpato@camaraitu.sp.gov.br ou adm@porcher.com.br
domingo, 2 de novembro de 2014
'Sem Água Sem Conta'
Neste último sábado, dia 1, um pequeno grupo de manifestantes se reuniu em frente à Concessionária Águas de Itu e queimaram suas contas de água em forma de protesto.
Moradores de toda cidade têm recebido cobranças, mesmo sem chegar uma gota de água em suas torneiras. Em alguns casos o valor tem sido superior se comparado com as anteriores (antes da crise hídrica). Apesar da prefeitura e da concessionária terem instalado caixas de água em determinados pontos da cidade, diversos bairros ainda sofrem por não ter nada em suas torneiras, a não ser ar.
Um dos motivos do aumento das contas é a pressão do ar no encanamento, fazendo o relógio-medidor girar com maior frequência.
Vejam algumas cenas do protesto:
'Sem Água Sem Conta'
Moradores de toda cidade têm recebido cobranças, mesmo sem chegar uma gota de água em suas torneiras. Em alguns casos o valor tem sido superior se comparado com as anteriores (antes da crise hídrica). Apesar da prefeitura e da concessionária terem instalado caixas de água em determinados pontos da cidade, diversos bairros ainda sofrem por não ter nada em suas torneiras, a não ser ar.
Um dos motivos do aumento das contas é a pressão do ar no encanamento, fazendo o relógio-medidor girar com maior frequência.
Vejam algumas cenas do protesto:
'Sem Água Sem Conta'
sábado, 1 de novembro de 2014
A realidade ituana pelas lentes da câmera
Itu se tornou um ícone dentro e fora do país por causa da crise de água. Não é novidade para ninguém o que o sudeste brasileiro tem passado nos últimos meses. Mais uma vez o destaque recai sobre Itu, que há um ano tem como companhia o racionamento e a falta de um bem essencial para vida de qualquer ser vivo.
Sinta a realidade através dos links:
As fotos são de Nacho Doce, correspondente da Reuters, que registrou e sentiu as dificuldades da população.
Vejam também a emissora Al Jazeera 'dando voz' ao povo de Itu.
Vejam também a emissora Al Jazeera 'dando voz' ao povo de Itu.
domingo, 26 de outubro de 2014
Água em Itu: Artigo de luxo
A população ituana continua sofrendo com a falta de água que assola a cidade há mais de seis meses. O racionamento já perdura há mais de nove.
Toda a cidade já sentiu o gostinho de ficar sem uma gota d'água nas torneiras. Alguns bairros estão com esse 'sabor' amargo há cerca de 45 dias. Fica até difícil de imaginar como é não poder sanar suas necessidades básicas (escovar os dentes, lavar o rosto pela manhã, tomar banho, lavar roupa, cozinhar, limpar a casa, etc) por mais de um mês. O exemplo a seguir resume, drasticamente, o que as pessoas tem tido de fazer, devido a má administração do governo municipal: moradores têm evacuado em sacos plásticos e jogado em containers. Sim, é isso mesmo! Exemplos como esse têm se repetido com uma frequência entristecedora.
CAMINHÕES PIPA
Desde que a crise hídrica aumentou exponencialmente, a prefeitura colocou nas ruas caminhões pipa para abastecer os bairros mais afetados - é o mínimo. Porém, moradores das regiões listadas para recebê-los dizem que não estão e reforçam que, quando passam pelas ruas, cobram uma taxa de entrega.
A reportagem deste blog está colhendo dados para fazer um balanço de quantos caminhões foram disponibilizados para abastecer a população, saber se os mesmos foram nos bairros anunciados e confirmar se estão cobrando pela entrega da água. Também está na pesquisa quantos litros/dia a Brasil Kirin está cedendo para a prefeitura, para quais regiões e, mais uma vez, se está sendo cobrado.
Para atingir essa meta, peço ajuda dos leitores, dos moradores e de qualquer cidadão interessado em ajudar Itu nesta fase difícil!
Assista aqui dois vídeos da realidade ituana.
Toda a cidade já sentiu o gostinho de ficar sem uma gota d'água nas torneiras. Alguns bairros estão com esse 'sabor' amargo há cerca de 45 dias. Fica até difícil de imaginar como é não poder sanar suas necessidades básicas (escovar os dentes, lavar o rosto pela manhã, tomar banho, lavar roupa, cozinhar, limpar a casa, etc) por mais de um mês. O exemplo a seguir resume, drasticamente, o que as pessoas tem tido de fazer, devido a má administração do governo municipal: moradores têm evacuado em sacos plásticos e jogado em containers. Sim, é isso mesmo! Exemplos como esse têm se repetido com uma frequência entristecedora.
CAMINHÕES PIPA
Desde que a crise hídrica aumentou exponencialmente, a prefeitura colocou nas ruas caminhões pipa para abastecer os bairros mais afetados - é o mínimo. Porém, moradores das regiões listadas para recebê-los dizem que não estão e reforçam que, quando passam pelas ruas, cobram uma taxa de entrega.
A reportagem deste blog está colhendo dados para fazer um balanço de quantos caminhões foram disponibilizados para abastecer a população, saber se os mesmos foram nos bairros anunciados e confirmar se estão cobrando pela entrega da água. Também está na pesquisa quantos litros/dia a Brasil Kirin está cedendo para a prefeitura, para quais regiões e, mais uma vez, se está sendo cobrado.
Para atingir essa meta, peço ajuda dos leitores, dos moradores e de qualquer cidadão interessado em ajudar Itu nesta fase difícil!
Assista aqui dois vídeos da realidade ituana.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Perfil Semanal - Vereadores de Itu
O perfil desta semana é com o vereador Paulo Eduardo Andrade
Ortiz, mais conhecido como ‘Eduardo Ortiz’. Um político novo, tanto na idade,
quanto em experiência política, porém, se destaca entre tantos outros.
Ituano de 5 de novembro de 1981, irmão de Joana e Rogério
(gêmeo), todos filhos de Maria Ignez e Dorgélio Ortiz, cresceu no bairro São
Luiz e foi ali onde começou a trilhar seu caminho de liderança. Desde pequeno,
sempre era escolhido como representante de classe e de grupos dentro da escola Rogério
Lázaro Tochetton, onde estudou. O pequeno Ortiz era ‘alvo’ de todos, pois fazia
um bom trabalho e atendia às expectativas de seus votantes. Outra
característica marcante nele é aquela vontade de sempre querer ajudar as
pessoas, interceder por aqueles que não podem ou não têm como fazê-lo.
Eduardo é católico e aos oito anos, quando aprendeu a tocar
violão, marcava presença, todos os domingos, na Comunidade São Luiz Gonzaga,
onde até hoje toca, além de ser salmista e dirigir o Grupo de Adolescentes HUVA
(Hoje, Unidos, Venceremos o Amanhã). Ele também é o idealizador da ‘Mega Festa
São Luiz’, uma quermesse com atrações musicais e uma grande estrutura de palco,
som e luz, onde sua banda, ‘Banda Cristo Jovem’, também marca presença. O
evento se tornou um ícone entre as festas de rua da cidade.
A vida política de Eduardo Ortiz teve início em 2004, quando
se candidatou a vereador, aos 22 anos, o mais novo da cidade. Em 2008,
adquirindo cada vez mais a confiança da população, teve 824 votos. Não foi o
suficiente para se eleger, mas sua determinação não diminuía, tanto que no ano
seguinte se formou em Direito pela FADITU (Faculdade de Direito de Itu), reforçando
sua segurança e aumentando suas habilidades para por em prática seus planos.
Nas eleições de 2012, lá estava Paulo Eduardo Andrade Ortiz, na luta por seu
espaço dentro da Câmara Municipal. Tamanha dedicação e suor renderam 872 votos,
elegendo-o vereador de Itu.
De lá pra cá, Ortiz tem colocado em discussão muitos
projetos voltados para a cidade e para a população, seu principal foco. Até
hoje o vereador colocou à mesa 55 indicações, 16 moções, cinco projetos de lei,
três requerimentos, duas resoluções e um decreto. Tudo isso em um ano e dez
meses de atuação. Dentre as propostas, a que se destaca é a mudança do horário
das sessões para o período noturno - ideia não aceita por nenhum dos vereadores
- o intuito é que as sessões iniciem às 18h, para que a população possa participar
sem interferir em suas rotinas diárias, sejam elas profissionais ou pessoais.
O vereador apóia também a alternância de poder, um conceito
relacionado diretamente ao de democracia e que condena a perpetuidade de
dirigentes políticos no poder, pois tal fato desvirtuaria o caráter de um
governo popular. Ortiz defende e incentiva esse mote em âmbito federal,
estadual e municipal. “É saudável para toda a população. Eu acho que deveria
equiparar o legislativo ao executivo ao que tange as eleições. Para o executivo
só é válido uma re-eleição, no legislativo não. No legislativo pode ser
re-eleito por dez, vinte, cinqüenta anos. Eu sou contra isso”, reforça. Por
mais que esse ou aquele governo esteja desenvolvendo um bom trabalho é válido
que haja troca, mudança, renovação, pois, como disse o vereador, é saudável.
Assim como na agricultura, que a variação do cultivo de plantas diferentes
fortalece o solo, alternar os políticos faz bem à política, ao município,
estado e ao país.
Paulo Eduardo teve algumas conquistas desde que assumiu a
13ª cadeira dentro da Câmara, mas é só o começo. Há projetos grandes em
discussão e muitos por vir. A caminhada não é e não será fácil, mas
persistência é mais uma das características presentes neste funcionário público
que dá o exemplo dispondo todos seus gastos, suas declarações de renda,
mostrando total transparência para com o povo. Em seu site, blog e revista, o cidadão
pode conhecê-lo melhor e ficar por dentro das sessões da Câmara, transmitidas
ao vivo online e pelo youtube,
gravado.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Falta D’Água em Itu: População pede socorro
Semana passada Itu voltou a ser o centro das atenções devido
aos protestos da população contra a falta d’água, que atinge a cidade há quase
um ano. Na segunda-feira, dia 22, o protesto foi em frente à Câmara Municipal e
reuniu cerca de duas mil pessoas.
Como em todo protesto, o início foi pacífico, com repletos
cartazes e dizeres variados, além de palavras de ordem. Enquanto os vereadores discutiam
no plenário a decretação de calamidade pública, populares gritavam, cantavam e
buzinavam. Não demorou muito e alguns manifestantes trouxeram ovos e tomates,
que foram arremessados na fachada e janelas da Câmara. Conseguiram até jogar
ovos dentro de uma das salas, cuja janela estava aberta.
Vereadores da oposição, entre eles Balbina Oliveira de Paula
Santos, Givanildo Soares da Silva (Giva), Eduardo Ortiz e Matheus Costa, pontuaram,
nos corredores da Câmara, suas propostas de melhorias ao abastecimento de água
e criticando o governo atual pela falta de atitude. Conforme o tempo passava a
população ficava cada vez mais impaciente diante à falta de informações. A
partir daí as vozes, ovos e tomates foram substituídos por pedras. De dentro da
Câmara ouviam-se portas e janelas sendo estilhaçadas, tanto as do piso térreo,
quanto as do segundo andar. A insatisfação com a falta de água, que se agrava a
cada dia, o descaso da prefeitura e a incerteza de quando serão atendidos, só
piorava a tensão. O chão do plenário ficou repleto de cacos de vidro e pedras.
O que impressionava mais era o tamanho das pedras.
Para o leitor ter uma idéia, imagine um paralelepípedo,
corte-o ao meio, eis as pedras que foram parar dentro das salas. É importante
ressaltar dois fatos: ninguém foi atingido e, mais importante, aqueles que
praticaram vandalismo não tinham nenhuma ligação com os mediadores do movimento
que prezaram e prezam pelo protesto sem violência e sem quebra-quebra. Mas
sempre tem os ‘infiltrados’ que gostam de fazer bagunça.
A Guarda Civil Municipal (GCM) contava com dez homens
naquele dia e mais 80 em pontos estratégicos da cidade. Sem contar com o apoio
do Polícia Militar. Quando a depredação do patrimônio público começou a GCM, a
PM e até a Tropa de Choque iniciaram a contenção destes através de bombas de
gás lacrimogêneo e balas de borracha. Os manifestantes tentaram se proteger
dentro da Câmara ou se espalhando pelas ruas.
NOVO PROTESTO
Uma semana depois, dia 29, um novo protesto reuniu cerca de
400 pessoas em frente à prefeitura da cidade. A concentração foi bem menor
comparado a do anterior, não há um motivo concreto que justifique. Talvez a
distância do centro, o mal tempo ou até o maior número de GCMs no local, que
contou com 70 homens, segundo o comandante Clemente Bortoleto Júnior, além da
PM. Somente a Tropa de Choque não foi requisitada. Desta vez a movimentação
também começou pacífica, assim como a primeira, e terminou do mesmo jeito,
pacífica. Sem prejuízos ao patrimônio e sem bombas de efeito moral e balas de
borracha.
Além dos cartazes, buzinas, palavras de ordem, desta vez o
movimento contou até com um trio elétrico, um caixão e até coroa de flores,
representando a morte da política de Itu e da própria cidade.
Durante o protesto, um pequeno grupo de manifestantes, entre
eles os mediadores (Soraia Escoura, Mônica Seixas e Plínio Bernardi Júnior),
além da imprensa, foi chamado para conversar com o secretário municipal de
Segurança, Trânsito e Transportes, Coronel Marco Antônio Augusto. Ele ouviu as
reivindicações, respondeu as perguntas dos jornalistas, explicou a não
decretação de calamidade pública e defendeu o direito da população de
manifestar, mas sem vandalismo.
As reivindicações imediatas dos presentes foram somente
três: participação popular no Comitê Gestor da Água e no conselho da Agência
Reguladora dos Serviços Delegados (AR-Itu), a divulgação dos contratos de
concessão dos serviços de água e esgoto, e, por último, o conhecimento do Plano
Estruturante, que traz medidas para resolver o problema de falta de água na
cidade. Um termo de compromisso, pontuando os pedidos, foi assinado pelo
secretário Coronel Marco, pelo superintendente da AR-Itu, Maurício Dantas e
pelos organizadores do movimento.
*Confira os vídeos neste link: Falta D'Água Itu - Protesto Câmara Municipal / Depoimentos /
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Itu entra em calamidade pública
É do conhecimento de todos o período crítico de estiagem que o estado de São Paulo está passando há alguns meses, principalmente, a nossa cidade, Itu. Desde fevereiro, mais precisamente dia 5 de fevereiro, o racionamento de água começou em alguns bairros da Cidade Nova, desde então o número de regiões afetadas aumentou.
Há 85 anos o país não enfrentava uma seca tão longa, tanto que diversas cidades do Estado estão com dificuldades para atender a população. Produtores agrícolas também sentem a falta de água. O Sistema Cantareira, composto por quatro reservatórios e que abastece a capital paulista e regiões metropolitanas, totalizando cerca de 9 milhões de pessoas, atingiu um nível tão baixo que já está utilizando o volume morto. Detalhe, nunca antes utilizado.
Se depender da chuva esse volume não abastecerá a população por muito tempo. A previsão de instituições meteorológicas é que as chuvas só voltem com consistência a partir de novembro. Nós não podemos esperar!
Este blog ouviu a assessoria da concessionária Águas de Itu para saber como estão agindo para enfrentar a falta de água. Segundo a assessoria o racionamento foi implantado apenas no distrito da cidade que representa cerca de 20% da população que abrange os bairros Cidade Nova, Novo Mundo, Jardim Europa, Jardim União e Condomínios Cty Castelo e Village Castelo. Com a incidência de chuvas em fevereiro e a redução no consumo de água foi possível suspender o racionamento na região e até o momento não foi retomado de acordo com a assessoria. A população discorda. Eu falei com alguns moradores que nos disseram que o racionamento ainda está acontecendo.
Em março a região central da cidade entrou no grupo de racionamento de forma gradativa. A primeira etapa começou a cortar o fornecimento durante o dia e retomava no período da noite, entre às 18h até as 04h. Atualmente o racionamento já acontece em Itu inteira e não segue o padrão divulgado pela Águas de Itu. Algumas regiões ficam sem água até quatro dias.
Desde de que a falta de água começou a afetar o povo de Itu, os mesmos resolveram se mexer e reivindicar seus direitos através de protestos. Foram dois, um em fevereiro e outro em junho, ambos pacíficos. Para evitar o desperdício e a falta desse bem natural e essencial moradores fazem de tudo para se precaver. Marta Mendes de Arruda, 70, por exemplo, enche todos os recipientes que tem quando a água vem. “Quando vem água, a gente enche tudo. Enche lata, garrafa, balde, o que tiver.” Ela mora em frente à concessionária e já tem uma reserva de 149 garrafas Pet.
As escolas municipais e estaduais da cidade também tiveram que se adaptar com a crise, tanto que os alunos de determinada escola municipal seguem um controle de idas ao banheiro, assim não há tanto gasto. O asilo São Vicente de Paulo, sabendo do problema recorrente que Itu tem, construiu um poço artesiano e, até hoje, as torneiras não secaram. A instituição gasta de 160 a 180 mil litros de água por mês.
Não só Itu, mas como todo Estado, precisa melhorar seu sistema de captação de água de represas, reservatórios, chuvas, entre outros. Afinal não é de agora que a população sofre com a falta d’água. Os governos estaduais e municipais têm que começar a agir incisivamente para evitar a repetição desse cenário triste. Há anos a alegação é que Itu não possui um grande rio para a captação e que seus mananciais são pequenos. Ao todo são sete que fornecem a água que deveria chegar às torneiras dos moradores. A concessionária capta hoje água de sete mananciais: córrego São José, Córrego Gomes, Córrego Braiaiá, Ribeirão Taquaral, Ribeirão Pirapitingui, Ribeirão Varejão e Ribeirão Itaim. Seis barragens ajudam a armazenar a água.
A situação tomou tamanha proporção que o Ministério Público de São Paulo (MP), junto à Promotoria de Itu, orientou à prefeitura que reconheça o estado de emergência e calamidade pública devido à falta e racionamento de água. E tem mais. Um inquérito civil apura a responsabilidade da prefeitura, da Agência Reguladora e da concessionária em relação à escassez e rodízio no fornecimento de água no município.
Segundo o MP, o abastecimento está comprometido não somente por causa da estiagem, “mas vem de anos de má gestão e falta de investimentos sérios no aumento da armazenagem de recursos hídricos e construção de novas barragens, desassoreamento dos já existentes e modernização dos sistemas de tratamento e distribuição”. Na recomendação, o MP também pede que o município e a concessionária apresentem um plano sólido para resolver o problema do racionamento de água e que não dependa exclusivamente das chuvas.
*AÇÕES - Com atenção dedicada aos índices de chuva que ocorrem abaixo da média a concessionária inaugurou em fevereiro uma bateria de 12 poços capazes de atender sozinhos certa de 25 mil habitantes. Os poços profundos realizam captação de água subterrânea que são infinitamente menos sensíveis que as captações superficiais. Além dos 80 poços da própria concessionária, outros poços de propriedades particulares estão fazendo parte do nosso sistema de distribuição. Está sendo desenvolvida a transposição de água de represas particulares a montante de nossas captações com a instalação de bombas móveis. A concessionária ampliou sua frota de caminhões pipa e carretas de água para garantir abastecimento para hospitais, escolas, imóveis públicos e de uso coletivo. A prefeitura e concessionária buscam aprovação de licenças para iniciarem uma nova capitação a 22km do centro de Itu, com intuito para ampliar em 62% a vazão de água bruta para tratamento e abastecimento da cidade”.
*Informações da assessoria
Há 85 anos o país não enfrentava uma seca tão longa, tanto que diversas cidades do Estado estão com dificuldades para atender a população. Produtores agrícolas também sentem a falta de água. O Sistema Cantareira, composto por quatro reservatórios e que abastece a capital paulista e regiões metropolitanas, totalizando cerca de 9 milhões de pessoas, atingiu um nível tão baixo que já está utilizando o volume morto. Detalhe, nunca antes utilizado.
Se depender da chuva esse volume não abastecerá a população por muito tempo. A previsão de instituições meteorológicas é que as chuvas só voltem com consistência a partir de novembro. Nós não podemos esperar!
Este blog ouviu a assessoria da concessionária Águas de Itu para saber como estão agindo para enfrentar a falta de água. Segundo a assessoria o racionamento foi implantado apenas no distrito da cidade que representa cerca de 20% da população que abrange os bairros Cidade Nova, Novo Mundo, Jardim Europa, Jardim União e Condomínios Cty Castelo e Village Castelo. Com a incidência de chuvas em fevereiro e a redução no consumo de água foi possível suspender o racionamento na região e até o momento não foi retomado de acordo com a assessoria. A população discorda. Eu falei com alguns moradores que nos disseram que o racionamento ainda está acontecendo.
Em março a região central da cidade entrou no grupo de racionamento de forma gradativa. A primeira etapa começou a cortar o fornecimento durante o dia e retomava no período da noite, entre às 18h até as 04h. Atualmente o racionamento já acontece em Itu inteira e não segue o padrão divulgado pela Águas de Itu. Algumas regiões ficam sem água até quatro dias.
Desde de que a falta de água começou a afetar o povo de Itu, os mesmos resolveram se mexer e reivindicar seus direitos através de protestos. Foram dois, um em fevereiro e outro em junho, ambos pacíficos. Para evitar o desperdício e a falta desse bem natural e essencial moradores fazem de tudo para se precaver. Marta Mendes de Arruda, 70, por exemplo, enche todos os recipientes que tem quando a água vem. “Quando vem água, a gente enche tudo. Enche lata, garrafa, balde, o que tiver.” Ela mora em frente à concessionária e já tem uma reserva de 149 garrafas Pet.
As escolas municipais e estaduais da cidade também tiveram que se adaptar com a crise, tanto que os alunos de determinada escola municipal seguem um controle de idas ao banheiro, assim não há tanto gasto. O asilo São Vicente de Paulo, sabendo do problema recorrente que Itu tem, construiu um poço artesiano e, até hoje, as torneiras não secaram. A instituição gasta de 160 a 180 mil litros de água por mês.
Não só Itu, mas como todo Estado, precisa melhorar seu sistema de captação de água de represas, reservatórios, chuvas, entre outros. Afinal não é de agora que a população sofre com a falta d’água. Os governos estaduais e municipais têm que começar a agir incisivamente para evitar a repetição desse cenário triste. Há anos a alegação é que Itu não possui um grande rio para a captação e que seus mananciais são pequenos. Ao todo são sete que fornecem a água que deveria chegar às torneiras dos moradores. A concessionária capta hoje água de sete mananciais: córrego São José, Córrego Gomes, Córrego Braiaiá, Ribeirão Taquaral, Ribeirão Pirapitingui, Ribeirão Varejão e Ribeirão Itaim. Seis barragens ajudam a armazenar a água.
A situação tomou tamanha proporção que o Ministério Público de São Paulo (MP), junto à Promotoria de Itu, orientou à prefeitura que reconheça o estado de emergência e calamidade pública devido à falta e racionamento de água. E tem mais. Um inquérito civil apura a responsabilidade da prefeitura, da Agência Reguladora e da concessionária em relação à escassez e rodízio no fornecimento de água no município.
Segundo o MP, o abastecimento está comprometido não somente por causa da estiagem, “mas vem de anos de má gestão e falta de investimentos sérios no aumento da armazenagem de recursos hídricos e construção de novas barragens, desassoreamento dos já existentes e modernização dos sistemas de tratamento e distribuição”. Na recomendação, o MP também pede que o município e a concessionária apresentem um plano sólido para resolver o problema do racionamento de água e que não dependa exclusivamente das chuvas.
*AÇÕES - Com atenção dedicada aos índices de chuva que ocorrem abaixo da média a concessionária inaugurou em fevereiro uma bateria de 12 poços capazes de atender sozinhos certa de 25 mil habitantes. Os poços profundos realizam captação de água subterrânea que são infinitamente menos sensíveis que as captações superficiais. Além dos 80 poços da própria concessionária, outros poços de propriedades particulares estão fazendo parte do nosso sistema de distribuição. Está sendo desenvolvida a transposição de água de represas particulares a montante de nossas captações com a instalação de bombas móveis. A concessionária ampliou sua frota de caminhões pipa e carretas de água para garantir abastecimento para hospitais, escolas, imóveis públicos e de uso coletivo. A prefeitura e concessionária buscam aprovação de licenças para iniciarem uma nova capitação a 22km do centro de Itu, com intuito para ampliar em 62% a vazão de água bruta para tratamento e abastecimento da cidade”.
*Informações da assessoria
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| Lago do Cond. Terras de S. José |
![]() |
| Prefeitura bombeou água dos lagos |
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